Fernanda Porto
 
 
 
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Fernanda Porto faz show de lançamneto do CD Auto-Retrato no SESC Vila Mariana
Maxpress

Fernanda Porto retorna às suas raízes em Auto-Retrato
Bem Paraná - o Portal Paranaense

Auto-Retrato, novo CD de Fernanda Porto
Lazer Música

Fernanda Porto
Guia da Semana - São Paulo/SP

Em novo disco, Fernanda Porto canta, toca, produz e volta à música eletrônica
Globo online

Fernanda Porto retoma elementos eletrônicos
Correio Popular - Campinas/SP

Fernanda Porto retorna com "Auto-retrato"
A Tribuna - Piracicaba/SP

 
 
 
 
 
 
 

Confetti: Fernanda Porto
Revista Label - Itália: 2004
Marco Mancuso


From Brasil, love’n’bass

Mil e oitocentos toques para um confeito. Mais que um limite físico, quase um limite temporal. Os segundos fogem, o tempo escapa implacável: por onde começar a te descrever, Fernanda Porto? Talvez pelos textos do seu álbum homônimo, porque são velozes, diretos, contam a sua terra, o Brasil, e com freqüência falam do amor, que veloz se vai. No fluxo das palavras a ajudam poetas como Alba Carvalho, Eduardo Ruiz, Aloysio de Oliveira, Arnaldo Antunes, Martha Medeiros. "Eu não consigo escrever música sem emoções", conta Fernanda Porto, "e procuro sempre ler livros de poesias. Eu coloco a música nas palavras, e não vice-versa".

Seiscentos e quarenta e nove toques, acelero. Para me ajudar vem a música de Fernanda, rápida, imediata. O seu disco é uma injeção de alegria. Música popular brasileira, aquela que chamam Bpm, cheia de salsa, bossa e maracatu. Mas a rítmica soa familiar, é drum’n’bass o que escutamos. "O drum’n’bass tem origens negras e move-se ao redor de 160bpm", explica Fernanda, "e como muitos ritmos brasileiros andam a 80bpm, adaptam-se perfeitamente".

Mil e oitenta e um toques, falta pouco, a última arrancada. Você me perguntará como é que uma cantora, compositora, multi-instrumentista, depois de ter estudado música dodecafônica na Universidade de São Paulo com um maestro como Koellreuter e canto na escola de Leila Farah, e depois de ter escrito músicas para filmes e documentários, como é que ela opta pela eletrônica e entra em contato com a cena do drum’n’bass brasileiro e europeu. Não existe resposta, tem apenas o dj Patife que pega uma música como Sambassim e a transforma na killer dancefloor mais vendida de todos os tempos.
Terminei, fui preciso, ou quase isso. Mas é inútil contar as palavras. A melhor coisa é escutar as de Fernanda. Brasil, só 12 horas de vôo.