Fernanda Porto
 
 
 
  Sem interferências
IstoÉ Gente - São Paulo/SP

Por email - Fernanda Porto
Jornal do Brasil - Rio de Janeiro/RJ

Mulheres que cantam a cidade
A Tarde - Salvador/BA

A batida de Fernanda
Quem Acontece - São Paulo/SP

De volta às mesmas batidas
Gazeta do Povo - Curitiba/PR

Fernanda Porto lança seu quarto disco Auto-retrato
Portal UAI / Estado de Minas

Fernanda Porto fala sobre "Auto.Retrato", seu terceiro álbum de estúdio
Virgula

Fernanda Porto em produção própria
Estado de Minas - Belo Horizonte/MG

 
 
 
 
 
 
 

Fernanda Porto lança seu quarto disco Auto-retrato
Portal UAI / Estado de Minas: 08.06.09
Mariana Peixoto

No início desta década, a noite eletrônica era tomada por batidas quebradas, que, sob uma melodia irresistível, eram um convite para a pista. Começava a ascensão do drum’n’bass brasileiro, que, estourado na Inglaterra, logo virou a bola da vez. De ilustre desconhecida (pelo menos para o grande público) a cantora e multi-instrumentista Fernanda Porto, graças ao remix de seu Sambassim, assinado pelo DJ Patife, se tornou a figura central daquele momento. Saiu da pista, foi para o rádio, para a TV e, de uma hora para outra, multiplicaram-se duplas de DJs e cantoras que faziam drum’n’bass.

A massificação, é óbvio, levou ao esgotamento. Fernanda Porto, que muito antes de Sambassim já tinha um trabalho com foco no eletrônico, virou símbolo daquele momento, o que não ajudou em nada nos álbuns que vieram a seguir. Antes quase solitária (produz e toca a maioria dos instrumentos), ela passou a ter uma banda. Gravou Chico Buarque (numa versão de Roda viva que contou com a participação do próprio). Mesmo assim, a repercussão esteve longe daquele momento inicial. Auto-retrato, seu quarto álbum, que acaba de ser lançado, tenta mudar essa situação.

O primeiro ponto foi a volta das rédeas para as mãos de Fernanda, que assinou a produção. O disco começou a ser concebido há dois anos. No começo, ela chegou a gravar com banda. Não demorou a descartá-la. “Não estava curtindo o processo, tanto que acabei a voltar para o computador, pois queria ir de encontro à sonoridade eletrônica”, conta. A seu lado, teve somente a multi-instrumentista Christianne Neves. Também na composição teve poucas colaborações. “Nos discos anteriores, a maioria das letras era em parceria. Nesse eu fiz bastante, mas como não me sinto uma letrista, quando escrevo faço algo muito pessoal.”

Bastante confessional, o álbum tem início com a faixa-título. Em Auto-retrato, por sinal uma das últimas a entrar no trabalho, ela canta “sou daqui, sou desse lugar/sou assim, o meu porto é mar.” Ela mantém a primeira pessoa em Agora é minha vez, essa com mais artifícios eletrônicos, assim como Eu preciso entender tudo isso. Ainda que a sonoridade eletrônica predomine, Fernanda mostra saber como dosar instrumentos e computadores. Há um clima de samba em Roda de samba ou de jazz em Tanto tempo. Sofisticado mas nem por isso menos direto, Auto-retrato mostra um passo à frente, sem, no entanto, esconder o passado.

“Da época do meu primeiro disco para agora, a eletrônica ficou mais natural. Muita gente faz uso, sem necessariamente ser um artista, de eletrônico, como Vanessa da Matta, que estourou com um remix, Seu Jorge e Roberta Sá. No meu caso é um pouco diferente porque realmente gosto de eletrônica”, afirma. Tanto por isso, o álbum transcende as 14 faixas que estão nele. Daqui a duas semanas Fernanda vai disponibilizar em seu site (www.fernandaporto.com.br) remixes de todas as músicas. O material foi assinado por nomes como Patife, Ramilson Maia, Mad Zoo e Drumagick, entre outros.